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Notícias

29/06/2013
Crédito Imobiliário
 

 

Crédito imobiliário impulsionou crescimento

28/06/2013 - 21:15:43
 

 

 

CONSTRUÇÃO CIVIL DRIBLA CENÁRIO INTERNACIONAL DESFAVORÁVEL

 

Financiamento via poupança cresceu de R$ 2,2 bi, em 2003 para R$ 79,9 bi, em 2011

 

Apesar do cenário internacional desfavorável, a atividade da construção civil brasileira foi beneficiada por fatores internos positivos, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O crescimento da economia brasileira foi bem menor em 2011 (2,7%) do que em 2010 (7,5%). Isto se deu devido à baixa expansão econômica de 2009, período que serviu de com-paração, em decorrência da crise financeira externa iniciada no ano anterior.

 

 

 

Oferta

 

 

 

O economista Fernando Abritta, da Coordenação de Indústria do IBGE, disse que a atividade da construção cresceu acima do Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e servi-ços fabricados no país, mostrando expansão de 4,5% em 2011, influenciada por vários fatores diretamente relacionados ao setor.

 

Um exemplo é a maior oferta de crédito imobiliário com recursos da poupança, que atingiu montante de R$ 79,9 bilhões, com aumento de 42,2% em comparação a 2010. Em 2003, o valor financiado com recursos da poupança somou R$ 2,2 bilhões.

 

“O número de unidades financiadas também cresceu de 36.480, em 2003, para quase 500 mil”, disse o economista. De 2010 para 2011, o crescimento foi menor, “porque já vinha crescendo anteriormente”. Apesar disso, o número de unidades financiadas passou de 421 mil para 492 mil, enquanto o valor financiado subiu de R$ 56,2 bilhões para quase R$ 80 bilhões.

 

 

 

FGTS e BNDES

 

 

 

A pesquisa revela que, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o total de moradias financiadas alcançou 477 mil, em 2011, com valor de R$ 34,9 bilhões. O acréscimo registrado chegou a 27,9%, em relação a 2010. Fernando Abritta disse que os financiamentos com recursos do FGTS envolvem não só unidades habitacionais, mas também obras urbanas, reformas, saneamento.

 

“O financiamento imobiliário se expandiu e isso contribuiu para o crescimento da atividade da construção”. Outro fator de destaque para a evolução do setor foram os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de infra-estrutura, que mostraram expansão de 7,1% subindo de R$ 52,4 bilhões, em 2010, para R$ 56,1 bilhões, no ano seguinte.

 

 

 

Emprego

 

 

 

Em relação ao emprego na indústria da construção, Abritta disse que o incremento observado em 2011 foi menor que em 2010, “o ano mais forte da economia”. As admissões lí-quidas no setor somaram 149 mil. Já a renda familiar cresceu 2,7%, enquanto o consumo das famílias subiu 4,1%.

 

A atividade foi beneficiada ainda pela manutenção da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para diversos insumos da construção, além dos programas gover-namentais Programa para Aceleração do Crescimento (PAC) e Programa Minha Casa, Minha Vida. “Também foram investimentos importantes para o setor”.

 

Tendo em vista estes fatores, o valor adicionado nominal da indústria da construção teve uma variação acumulada de 115,4% entre 2007 e 2011, passando de R$ 62,7 bilhões para R$ 135 bilhões, revela a pesquisa.

 

Os investimentos efetuados em ativos imobilizados pelas empresas da indústria da construção somaram R$ 9 bilhões, em 2011, com destaque para as aplicações em máquinas e equipamentos, que representaram 40,4% do total investido.

 

 

 

Construção civil cresceu em todas as direções

 

 

 

A indústria da construção mostrou crescimento em todas as suas variáveis em 2011, revela a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic). A trajetória de expansão da atividade vem se mantendo constante desde 2007, indica o documento.

 

O economista Fernando Abritta, da Coordenação de Indústria do IBGE, disse que o valor de incorporações, obras e serviços da construção, que alcançou R$ 286,6 bilhões, evoluiu 4,5% comparado a 2010. Em relação a 2007, o aumento alcançou 63,1%, já excluídos os efeitos da inflação.

 

“Todas as variáveis vêm aumentando”, confirmou Abritta. O número de empresas ativas da construção subiu de 52.870, em 2007, para 79.286, em 2010, e para 92.732, em 2011. Os aumentos chegaram a 17%, em relação a 2010, e a 75,4% na comparação com 2007.

 

 

 

Salário

 

 

 

O pessoal ocupado, que atingia 1,576 milhão de pessoas em 2007, evoluiu para quase 2,7 milhões em 2011, com incremento de 69,4%. Em relação a 2010 (2,5 milhões de empre-gados), o acréscimo atingiu 7,7%. Os gastos com salários, retiradas e outras remunerações cresceram, no período de cinco anos, de R$ 19,35 bilhões para quase R$ 49,9 bilhões.

 

“A média salarial vem aumentando também e atingiu agora R$ 1.437. Teve um aumento real de 3,8% acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2010, a média salarial havia sido R$ 1.305 e, em 2007, R$ 945”. O incremento na comparação com 2007 elevou-se a 21,5%.

 

Segundo o economista do IBGE, em termos de salários mínimos, o valor está constante. “O salário mínimo vem tendo ganhos acima da inflação”. Mesmo assim, disse, 2011, com valor médio de 2,6 salários mínimos mensais, manteve o mesmo patamar do ano anterior e ficou um pouco acima de 2007 (média de 2,5 mínimos/mês).

 

Abritta lembrou, entretanto, que o salário mínimo teve no período de 2007 para 2011 um crescimento de 45,9%, enquanto o IPCA subiu 24,6%. Em 2011, o salário mínimo cresceu 6,7%, pouco acima do IPCA (6,5%).

 

 

 

Grupos

 

 

 

O IBGE divide o setor da construção em três grupos: as construções de edifícios, incluindo prédios residenciais, comerciais e industriais; as obras de infra-estrutura, voltadas para a infra-estrutura urbana, como estradas, e obras ligadas a usinas hidrelétricas, portos, aeroportos, por exemplo; e os serviços especializados, que envolvem obras de acabamento, funda-ções, terraplenagens.

 

O número de empresas ativas do segmento de serviços especializados para construção passou de 16.388 para 51.325. O segmento de obras de infra-estrutura, que exige muita escala de produção e capital para atuar no mercado, também cresceu, mas de maneira moderada (de 8.196 para 9.212 empresas). As empresas construtoras de edifícios mostraram incre-mento de 28.239 para 32.205. “Como o setor da construção como um todo cresceu, é natural que tenha aumentado o número de empresas atuantes”, comentou Abritta.

 

Em termos de valor das obras, envolvendo empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas, a pesquisa mostra acréscimo no referente às obras de infra-estrutura cujo valor passou de R$ 99,86 bilhões, em 2010, para R$ 103,65 bilhões, em 2011. “Só que em termos de participação reduziu. Perdeu participação de 46,9% para 44%”, ressaltou o economista da Coorde-nação de Indústria do IBGE.

 

Além de obras de infra-estrutura, a pesquisa analisa o valor das obras de mais quatro grupos, que são incorporação de empreendimentos imobiliários; obras residenciais; edificações industriais, comerciais e outras não residenciais; e serviços especializados.

 

Em 2011, o valor total das incorporações, obras ou serviços da construção feitos pelas empresas com 30 ou mais empregados somou R$ 235,6 bilhões, com incremento de 3,8% em comparação a 2010 e de 68% em relação a 2007.

 

 

 

Ganho de valor

 

 

 

Fernando Abritta informou que obras residenciais, por exemplo, ganharam participação em termos de valor das incorporações, chegando a 22%, em 2011, contra 20,8% no ano anterior. Em 2007, a participação era 15,1%. “A gente nota que obras residenciais vêm ganhando peso por causa do aumento do crédito imobiliário, que de 2007 para cá, expandiu-se bastante”.

 

Dentro desse segmento, o principal tipo de obra é o edifício residencial, que subiu de R$ 39,7 bilhões, em 2010, para R$ 44,2 bilhões, em 2011. Nesse período, a participação apre-sentou ligeiro crescimento de 18,6% para 18,8%, disse o economista.

 

A reboque das obras residenciais, pode-se registrar também o crescimento dos serviços de reforma ou manutenção de edifícios residenciais de R$ 4,6 bilhões, em termos de valor, em 2010, para R$ 7,6 bilhões, em 2011. A participação também subiu de 2,2% para 3,2% entre os dois anos.

 

Abritta admitiu que a expansão do segmento de obras residenciais reflete a influência das obras do Programa Minha Casa, Minha Vida. “Está inserido na expansão”. Lembrou que o programa do governo federal é voltado, principalmente, à camada social de baixa renda com moradias financiadas com recursos da poupança.


 
 
Fonte: http://www.monitormercantil.com.br/
 
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